11 de jul de 2011

Entrevista com Anna Torv


Como você acha que Olivia Dunham evoluiu desde a primeira temporada?
Anna: Eu acho que muita coisa mudou. Será interessante ver a evolução a partir do final da 3ª temporada para a 4ª. Eu acho que as pessoas esqueceram que quando conhecemos Olivia, ela era uma mulher feliz e uma agente do FBI, trabalhadora e totalmente apaixonada pela sua vida, depois de todos os eventos da divisão Fringe e as lembranças de seu passado, ela começou a recuar. Espero que no fim da série, ela recupere essas características.

Acredito que foi mais feminina nessa temporada, mais aberta ao amor e a amizade...
Anna: Você acha? É muito interessante! Ela tinha muitos motivos para ficar na defensiva nessa temporada, talvez tornou-se mais feminina uma vez que se apaixonou por Peter.

Você acha que Walter teria dito a verdade sobre Peter se a Olivia não tivesse a habilidade de identificar o que era do outro universo?
Anna: Sim. É uma pergunta que John Noble deve responder, mas acho que sim. Walter acha que é responsável por tudo que aconteceu, os segredos que guarda, acho que seu objetivo é perdoar e ser perdoado por quem está a sua volta.

Walter fez experimentos com Olivia quando ela era mais jovem. Ele será perdoado algum dia?
Anna: Acho que já começou a ser perdoado, lentamente. É difícil dizer, mas é um longo processo, acho que ela ainda não entendeu porque ele fez isso, mas sabe que não foi de uma forma maliciosa.

Quais os principais desafios para interpretar duas versões do mesmo personagem?
Anna: Se eu tivesse que interpretar um personagem completamente diferente, eu teria feito de forma diferente e com outros elementos. As duas Olivias são a mesma pessoa, tem o mesmo trabalho, vivendo com as mesmas pessoas, você tem que entender e pensar que é o mesmo lugar, mas versões diferentes. Eu sempre pensei que a nossa Olivia é honesta, sempre protetora, a melhor agente e sempre carregará esse fardo nos ombros. A Olivia alternativa só quer ganhar, desfrutar da competição, gosta de lutar; assim você entende que ambas tem o mesmo trabalho, mas com pequenas diferenças.

No seu ponto de vista, o que faz com que Fringe seja uma série especial?
Anna: É um show de ficção científica, mas uma vez que você vai além do gênero, encontra-se imerso na realidade dela e é isso que nossos escritores fazem: certificam-se de que os personagens tenham histórias para contar. A maior parte da série foca na relação entre pai e filho, e quando você a entende, pode ir a qualquer lugar e é apoiado por uma boa história de ficção. Isso faz de Fringe, uma série especial.

Alguns episódios da série são marcados pelo retorno de William Bell. Você pode me dizer algo sobre o trabalho da voz?
Anna: Quando eu li o roteiro, quase morri! Liguei para o John e disse: "Venha tomar café comigo". John e eu temos uma professora de dialetos, já que nós dois somos australianos, e essa mulher maravilhosa nos ajudou a manter o foco, mas eu disse: "Muita conversa!". Então tomei ar e pulei! Foi assustador, mas tudo que pude fazer, foi tentar.

Blair Brown (Nina Sharp) vai dirigir um episódio da 4ª temporada. Você está pronta para assumir o papel de diretora?
Anna: Ainda não, nem mesmo tenho potencial para liderar os outros, eu acho que um bom diretor sabe exatamente o que ele quer, minhas habilidades de comunicação são limitadas, só consigo ser uma atriz, já que percorri um grande caminho nessa direção. Eu entendo a linguagem do conjunto, mas só consigo seguir o ponto de vista do ator, meu cérebro não está ligado nesse assunto. Nós temos diretores diferentes e é interessante ver como eles se comportam, alguns atores são diretores, outros são técnicos, os que encontram o equilíbrio entre os dois, são os melhores.

Qual foi o maior desafio pra você, desde o início da série?
Anna: Quando você trabalha várias horas fora do set, tem que se manter concentrado, cada episódio é diferente, mas quando todos estão em uma cena de crime, devemos manter esse ambiente. Sempre que há uma cena emocional ou um personagem novo, é divertido! É o que me faz gostar disso.

Falando de "várias horas", como é um típico dia filmando Fringe?
Anna: Eu tenho outros projetos além de Fringe, então eu sempre fico feliz quando eu vou para os locais. As vezes, você se sente um pouco tenso, olha para o relógio: 4 horas da manhã e sabe qua ainda faltam 2 horas para filmar. Durante a primeira temporada, eu só ia para casa depois de um longo dia e demorava 2 horas para decorar meus textos, agora com 20 minutos de atraso, é quando movo um músculo, faz com que seja mais fácil e agradável.

2 teorias:

wesley@DN disse... [Responder Comentário]

Anna sempre simpatica :D
tbm gostei de saber que a Blair Brown vai dirigir um episodio (fiquei mais ancioso >.<) otima entrevista :D

Rebeca Borges disse... [Responder Comentário]

gostei.. gente, como será o epi. dirigido pelo Blair?

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